domingo, 27 de junho de 2010

Quanto mais o tempo passa, mais sinto o seu peso sobre mim. Ainda que eu insista em negá-lo, ele sempre me cobra. Quando ele me dá seus recados, cheios de mensagens que durante muito tempo insisti em mascarar, sinto-me culpada.
O tempo que perdemos tentando nos convencer de que temos tempo o suficiente para seguir em frente com nossos sonhos e sem nos preocupar é o tempo que estaríamos fazendo o possível e o impossível para alcançá-los. Não raro pergunto à mim mesma o porque guardo comigo tantas mágoas à respeito de tantas coisas. Talvez por haver motivos, talvez por saber que enganei a mim mesma.
Escrever, para mim, é como desenrolar um enorme fio cheio de nós, e, a cada nó que desembaraço, descubro algo totalmente novo e inesperado embora nos últimos tempos eu tenha chego à seguinte conclusão: todas as "verdades" e conselhos que escutamos são coisas que, no fundo, já sabíamos e negamos à nós mesmos.
Enfim. Com toda essa conversa, o que quero dizer, é que, passo a passo, tentando construir o futuro não devemos nos enganar, e jamais, jamais deixar de ouvir a nós mesmos antes de qualquer outra pessoa. Nossa opinião sobre nós mesmos é a mais importante. Desde que nos respeite, é claro.


domingo, 6 de junho de 2010

Guardar as pedras nas quais se tropeçou anteriormente em ato de experiência pode tornar sua bagagem pesada demais para que possa ser carregada. Me resta acreditar que tantas pedras se desfazem à medida que honramos o peso das mesmas, e que cada dia é mais do que apenas uma chance de se acostumar com o peso que se carrega.