segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Se cada um de nós parasse e olhasse ao redor, perceberia que tudoe todos tentam pregar algo que parece ser muito bem aceito: o sofrimento. Todos tentam transparecer tristeza e passar mensagens negativas todo o tempo. Não digo que devemos viver num mundo de ilusão, mas sim de pensamento positivo. O pensamento negativo não faz com que resolvamos nada, muito pelo contrário; nos traz a sensação de estagnação frente aos problemas da vida. Muitas vezes nos recusamos a ouvir opiniões que nos levem a algum lugar, e damos importância àqueles que só jogam em nossas costas a carga de suas frustrações. Aqueles que prezam pelo nosso bem falam pela voz de suas experiências ao passo que aqueles que querem nosso mal falam pela voz da inveja e das más energias que os envolvem.
Crescer é, entre outras coisas, saber quais opiniões devem ser ouvidas e quais devem ser ignoradas.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Antes eu me esforçava para ser alheia às coisas do coração, e fui durante muito tempo. Magoei pessoas e, talvez, até a mim mesma algumas vezes por me recusar a mudar. Encontrei num acaso a tal da "pessoa certa". Por ela me esforcei para ser carinhosa e gentil, o que por sua vez não foi nada difícil. Agora me esforço pra entender o porquê. Inclusive o porquê de eu ter cedido tanto dessa vez.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Queria ter voz livre e ativa. Talvez eu tenha, mas me falta corajem para exerce-las.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Paranóias

Parado no meio da avenida eu via os carros que passavam ao meu lado, furiosos. Os motoristas buzinavam em sinal de reprovação: parado alí, no meio da rua, eu poderia causar um acidente ou até mesmo morrer.
Mas, naquele momento, nada daquilo valia. Eram apenas imagens desconexas com o turbilhão de êxtase que invadia minha mente, descartando tudo que me fosse desagradável.
Meu coração batia numa velocidade tão grande que eu o sentia pulsando dentro da minha garganta, o que me fazia faltar o ar.
Cambaleei para a calçada entre olhares e comentários, mas nada daquilo me importava. Tudo era avulso ao meu mundo encantado. Deitei na calçada e fechei os olhos. Tudo girava. Vozes pareciam gargalhadas e as estrelas pareciam meteoros encantadores, embora a lua, severa, anuciasse o fim. Voltei à mim.
Me esforcei até que voltei ao transe. Olhava rápido tudo ao meu redor, em vão. Não havia ninguém conhecido.
Senti então uma forte tontura. Agora meus pés doíam, meu peito estava apertado e tudo o que eu queria era que de fato um daqueles carros tivessem me matado e eu não estivesse mais alí, pois sabia o quanto iria chorar.

Escreví isso faz 2 anos, acabei de encontrá-lo perdido entre livros e cartas que não entreguei.