domingo, 3 de outubro de 2010

Indigno-me com o fato de os jovens não perceberem a falta de liberdade de expressão que possuem. Em época de eleições percebe-se claramente que as pessoas não se expressam abertamente, e sempre que se diz algo a impressão que temos é a de que estamos sendo vigiados.
Talvez o excesso de exposição que há cause tal impressão, mas é a forma que os jovens encontraram de integrar-se e creio que de outra forma não o fariam. O grande problema é que os jovens não mais sabem comunicar-se de outras formas a respeito de assuntos que são - ou deveriam ser - de seu real interesse.
Admito que não estou suficientemente informada a respeito de política, portanto me limito à colocações simples e procuro aprender levando em consideração o que tenho absorvido a partir dos que estão ao meu redor, do que leio em meios de comunicação e redes sociais de forma geral, e ao meu ver o que tenho lido é extremamente superficial e muitas vezes sem base técnica alguma.
Muitos jovens têm suas opiniões formadas com aspectos superficiais, o que impossibilita que formulem uma opinião segura e inteligente, resta saber se por preguiça de pensar ou se o meio não lhes dá a chance de pensarem. Resta agora saber se convive-se com este meio por vontade própria ou por força de massa.
Depois da formulação no modo de ser e ver o pensamento e as conclusões já vêm praticamente prontas, basta saber qual se quer adotar, o que atrofia os neurônios e os meios de convivência socialmente corretos e dignos.

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sábado, 2 de outubro de 2010

Diz-se que o amor é a arte que orienta, e quanto à isso não há dúvidas. Há porém que levar-se em conta a linha tênue que separa a euforia das paixões sonhadoras, a responsabilidade do amor utópico, uma vez que "les utopies apparaissent comme bien plus réalisables" (Nicolas Berdiaeff), e a visão dos horizontes que sempre estiveram em algum lugar, apenas esperando que a nossa visão ainda ingênua os alcansasse.

Deborah Herrera