domingo, 20 de dezembro de 2009

Pisa, não atende o telefone, não dá bola, não dá trela. É o que eu ouço de todas as pessoas, sem excessão. É o único conselho que eu tenho recebido há dias, semanas, jpa nem sei quanto tempo faz.
A verdade é que eu não gosto desse joguinho de orgulho. E desde o começo eu disse que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde. É assim mesmo, não tem como fugir. Ainda por cima quando há uma pessoa extremamente orgulhosa envolvida na história.
Qual será o maior jogo? Ser sincero ou criar toda essa situação? Sei lá :)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

É você quem decide a sua vida, nada nem ninguém mais ;)
beijos

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Tirar do dedo uma aliança nos trás apenas uma certeza: a de que, deste momento em diante respeito e companheirismo serão palavras desconhecidas.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Sim, estou postando de novo. Por que? Porque as idéias fluem a todo momento, e misturar as idéias não dá certo. A conclusão a que cheguei é a de que, mesmo o criticando pelo seu extremismo, eu também sou extremista. Sempre nos gabamos de sermos muito parecidos, e aí está. Fazer o que, é verdade. Toda essa confusão está em um motivo que a cada dia fica mais e mais claro: somos iguais e eu não tenho meio termo.
Ou estou totalmente certa, ou totalmente errada. Sem álibi. E somos iguais, como citei anteriormente. Me sinto bem no fim, no limite, mas deixo claro que meus sentimentos são os mesmos, no certo ou no errado, no quente ou no frio. Sim, muitas vezes isso faz com que o meu errado seja meio deprimente, me deixa morna, mas é assim mesmo.
O grande problema é que, enquanto ambos estão no "certo", tudo está em harmonia, mas, quando ambos estão no "errado", as coisas tendem a piorar. A parte boa? Assim é mais fácil deduzir o próximo passo. Não para impedi-lo de andar, mas sim para se afastar quando isso for ocorrer (e, ao meu ver, isto não é bom, afinal nunca é bom se forçar a algo). A parte ruim? O lado "B" da corda possui duas pontas, e elas são distantes. E as partes - boas, ruins, mais ou menos... - não param por aí. Não sei se, depois disso, vou me descobrir uma pessoa dependente e mal resolvida. Não sei se vou me descobrir uma pessoa que se liberta fácil. Não sei. Quanto à outra parte, esqueci de perguntar a ele que tipo de pessoa ele é, mas não cabe a mim saber se ele é do tipo que se sai bem ou mal de relacionamentos, até porque seria egoísmo da minha parte querer saber o que vai ser dele, mesmo ainda o amando.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Quanto tempo demora para que você, ao invés de falar do fim de um romance "verdadeiro", passe a falar dos encontros e desencontros de mil romances - que nem chegam a ser, de fato, um romance - falsos? Será que esse tempo realmente existe? Será que este tempo é um tempo de mudança mental ou mudança sentimental? Uma espécie de tempo para que as feridas se curem? Difícil dizer.
Não discrimino as loucuras dos bares, e nem a submissão dos amores. Fato é que as pessoas submissas aos amores sentem medo. Sentem medo de que, talvez o que as pessoas digam nos bares seja realmente verdade. Dói dizer, mas é a realidade. Não digo que as pessoas que levam suas vidas sozinhas não tenham medo, pelo contrário. Mil tipos de medo as perseguem, desde o medo de amar e não serem amadas, até o medo de não retornarem uma ligação no dia seguinte (pois sabem que o amigo do amigo que conheceram no bar ontem talvez não retorne), passando pelo medo de engatar um namoro com aquele cara com quem a amiga já namorou uma semana. Mas enfim, voltando ao assunto. Pessoas assim, não sei por qual motivo, tendem a desafiar os relacionamentos. Criam mil suposições sobre "qual será o tipo de mulher que os homens escolhem pra casar", ou "qual o tipo de mulher que os homens escolhem para trair as mulheres com quem se casaram".
Talvez eu seja boba ou inocente. Eu - por enquanto - acredito em casais que se dão bem, em homens que gostam de transar com a mesma mulher e vice-versa, em romantismo (por que não?) e em pessoas que vivem suas vidas como parceiros em todos os sentidos da palavra. Sempre haverão as excessões, homens que traem, e mulheres também, casais que continuam juntos por algum motivo que não o amor e assim por diante.
O ser humano é um bicho complicado. Vivem em busca de algo que não sabe o que é, e a única certeza que têm é que essa tal coisa é a única capaz de lhes preencher o eterno vazio que possuem dentro de si. Alguns seguem preenchendo o tal vazio com cocaína, outros com alcool, outros com fast food, outros com grifes, outros com carros e assim por diante. Nessa loucura acabam esquecendo do principal: o amor. Seja o amor pelos outros, por alguém ou o mais importante: por sí mesmos. Penso que as pessoas deveriam usufruir de todos os itens que citei de acordo com sua vontade, mas sempre como itens secundários, que apenas lhes distraissem a mente e o corpo, para que gastassem suas energias com o único item com o qual realmente deveriam se importar: o amor.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Love . . .

O amor é, de todas as coisas no mundo, aquela que possui maior número de significados e características. Eu, por exemplo, sempre penso no amor como sendo uma daquelas roupas que compramos por impulso, mas acabamos deixando largadas no fundo do armário. Nós as usamos uma vez, assim que compramos, e adoramos. Dalí em diante nos olhamos no espelho usando-as e nos sentimos horríveis, ou diferentes do que costumamos ser, e não as usamos mais.
Toda vez que abrimos o armário elas estão lá. Nos encaram como quem pergunta "não vai mesmo me usar?", mas fingimos não ve-las.
Um belo dia nosso estilo muda, olhamos pra dentro do armário e lá está aquela blusa, que, por acaso, combinaria muito com o sapato que compramos ontem... Aí passamos a usa-la novamente com a maior felicidade do mundo, e aquela passa a ser nossa velha nova melhor aquisição.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Cuidado com o que deseja.

É difícil crer no ditado que diz pra tomarmos cuidado com aquilo que desejamos, enquanto apenas desejamos. Duvidamos do fato de que toda prece é ouvida e de que, mais cedo ou mais tarde, todo sonha será realidade. Não é em vão o que nos é enviado, e muito menos o que não nos é enviado.
Pensamos fazer tudo certo de acordo com nossos sentimentos. O único problema é que nos esquecemos de duas coisas que considero fundamentais. A primeira: nossos valores, aqueles que sempre estiveram conosco e que muitas vezes fizeram com que julgássemos os demais. A segunda: o que, um dia, pedimos em nossas orações.
Se sofremos por estar em determinado lugar, nos esquecemos que já pedimos para estar alí, seja em pensamento ou súplica. Se alguém nos faz sofrer, desejamos nunca a ter conhecido, sem nos lembrarmos do dia em que dissemos "foi tudo o que sempre sonhei".
Procuro sempre ater-me aos assuntos que me proponho a desenvolver, porém em certas questões nunca é simples desta maneira. Não há um lugar onde possamos devolver nossos pedidos e menos ainda como desfazê-los.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Onde...

Orgãos, tecidos, células, veias, músculos. Partes que comandam, partes que captam informações. Acho estranho quando, só após horas, percebo flashs que não saem da minha mente.
São imagens rápidas que vêm e vão. São noites escuras, árvores, lugares. São sensações, emoções, perigo, euforia, alegria, medo.
O coração aperta, a respiração pàra durante alguns segundos. É raro quem tenha consciencia do que sente. Os nossos sentidos nos pregam peças todo o tempo. A noite prega peças. As ruas pregam peças. A noite vicia, traga, brilha. Quando menos se espera, se está envolto na noite, que se torna também o pesadelo do dia. A noite distorce o que dizem sobre o corpo e sobre a alma. A noite transforma o dia em noite. A noite faz o dia se tornar, apenas, o que precede a noite.
As sensações fazem com que as ruas pareçam todos iguais, com que os sentimentos se confundam. Deve existir um lugar longe onde tudo é felicidade. Deve haver um lugar onde apenas as coisas verdadeiras façam sentindo. Onde o ódio silencie, onde o amor reine, e onde não haja noite.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Sortudos aqueles que já tiveram alguém em quem confiar de olhos fechados, não importa o que acontecesse. Sortudos aqueles que tiveram, por um dia, um mês ou um ano - talvez até uma vida inteira - alguém por quem pôr as mãos no fogo.
Sei que minha vida até aqui foi feita de muitas histórias, algumas das quais posso me orgulhar, e outras nem tanto. Dentre as histórias que carrego, a mais importante é aquela que diz respeio à alguém com quem pude contar, durante muito tempo, não importa para o quê, como ou onde. A história de alguém que por algum tempo dividiu comigo o meu próprio "eu", mas que soube também, na hora certa, abrir mão do meu eu que havia nele pra quem sabe, um dia, não existir mais eu ou ele, apenas nós.
Se saio disto com uma lição é a de que, na vida, a partir do momento que se entra em algo, nunca mais se sai. Aquilo que nos faz mal carregamos conosco até o fim, mesmo que enterrado no fundo de nossa memória. As revivemos em alguns pesadelos dos quais sequer temos consciencia e acordamos no dia seguinte, para um novo dia. As que nos fizeram bem, carregamos no olhar. Levamos conosco o brilho da experiência e o alívio da certeza de que, por mais difícil que tenha sido, foi cumprido.
Falando em situações e ações, geralmente é como se nunca houvessem existido pessoas. Mas não neste caso. Nesta história houveram duas pessoas. Ela começa com uma noite fria, se desenrola com alguns erros, e termina no que foi, talvez, um dos maiores acertos. Entre erros e acertos, começos e finais de algo que nunca começou ou terminou, houveram situações de aprendizagem e afeto, nas formas mais verdadeiras.
Os homens são tolos enquanto pensam ser inteligentes. Pensam poder colocar começo meio e fim em certas coisas que, no fundo, sabem que são alheias as suas vontades. A verdade é que as coisas acontecem de acordo sim com a vontade dos homens. Não a vontade egoísta e mesquinha, mas sim a vontade da alma. Aquela vontade que uniu duas pessoas numa noite fria... enfim.
Quando eu deito pra dormir, é a cor dos seus olhos o que eu vejo. Quando ouço uma música, são nossas lembranças que me vêm a mente. Quando assisto um filme, são suas palavras que ouço.
Quando me vejo só, me vejo cumprindo nossas promessas e construindo o caminho dos nossos planos. Quando me olho no espelho, te vejo nos meus olhos.
Te amo Matita (L)