segunda-feira, 26 de abril de 2010

Estrago.


Um dia desses me peguei reclamando das coisas ruins que, supostamente, a vida me trouxe. Ainda bem que me considero uma pessoa capaz de ponderar, e depois de pensar um pouco percebi que não passo de vítima das minhas próprias armadilhas. Queria poder afirmar com certeza que nunca mais voltarei pra casa magoada com algo que alguém tenha medito ou tenha deixado de dizer. Queria afirmar que nunca mais ficaria em dúvida quanto ao fato de as pessoas deixarem de dizer algo por orgulho ou falta de vontade simplesmente. Queria poder afirmar com certeza que o passado não influencia mais no que eu deixo de fazer. O mais frustrante é perceber que de uns tempos pra cá me tornei alguém que eu nunca fui. Agora eu guardo mágoas. Agora eu carrego algo quase que impossível de ser decepado. Talvez eu simplesmente não queira, goste do estrago. Só o tempo dirá.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

"E quanto a gente paga Pelos sonhos que deixou?"
"Não importa de quem for, um sorriso só traz alegria!"
"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é."


domingo, 11 de abril de 2010

L'automne est arrivé!

É outono outra vez. Não vai ser como o outro. Vai ser só meu. Vou poder ficar lendo meus livros embaixo das minhas cobertas. Vai ser diferente. Não sei explicar. Vai ser melhor, sinto isso :)



les automnes sont toujours inoubliables

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Handford

"Ele perguntou como havia sido sua ida para casa e ela respondeu, como sempre, com o olhar vago, perdido. Utilizou-se de todas as vírgulas que haviam dentro do seu ser para adiar mais e mais uma suposta conclusão, ou uma verdade. [...] Ninguém sabe, ninguém quer saber. Eu leio no fundo dos olhos da menina. Eu acompanho a menina do lado de fora, onde quer que ela vá. Sei que há momentos em que ela simplesmente se vê no limite. Sei que há momentos em que ela pensa carregar o maior fardo do mundo. Mas sei também que dura pouco esta sensação, pois logo ela percebe que muito lhe aguarda. [...] A menina continuou falando e falando. Algumas vezes ria, outras falava pausadamente. Eram aquelas risadinhas um tanto nervosas. Enfim. Ele desistiu de questiona-la. Mas o melhor de tudo, eu lhes digo: ele cansou de tantas perguntas, e ela também. Infelizmente não é nesta ocasião que virei a dizer-lhes que ela se livrou do fardo, mas posso dizer sim que ela aprendeu a conviver com ele. Continuo observando. Ela continua com o olhar vago. A diferença é que a direção mudou [...]"