quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

"Canto teu encanto que é pra me encantar..."

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Quem nunca...

Quem nunca teve saudade de sentir-se especial para alguém?
Quem nunca sentiu saudade de um beijo de boa noite, de um abraço ou da maneira como em algum momento se sentiu?
Quem nunca quis viajar horas simplesmente por uma paisagem, por um cheiro ou por uma palavra de conforto?
Quem nunca sentiu-se ridículo ao assistir um filme romântico e identificar-se?
Quem nunca pediu perdão quando, na realidade, deveria perdoar alguém?
Quem nunca trocou um nome, esqueceu um dever ou se atrasou para o trabalho?
Quem nunca tentou amar - alguém mesmo sabendo que isto é impossível, tentou odiar alguém, tentou suportar alguém?
Quem nunca passou horas rindo para depois perceber que na verdade estava triste?
Quem nunca quis acordar com uma vida em branco para começar do zero, mesmo sabendo o quão triste isto seria?
Quem nunca se viu paquerando aquele chefe feio, só porque ela era o chefe?
Quem nunca leu o pior best seller, marcou a pior alternativa em uma prova ou falou a maior besteira na mesa do bar?
Quem nunca se deixou ser visto com o cabelo desarrumado, a maquiagem borrada, a cueca furada?
Quem nunca se questionou sobre vida e morte, tentou aprender a tocar violão, falou algum palavrão?
Quem nunca sentiu-se meio estranho por todos estes motivos, e mais ainda por saber o quão clichê eles são?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O que te faz feliz?

50 coisas que podem deixar seu dia mais feliz!

1 . Tatuagens
2 . Dias frios
3 . Frappé mocha
4 . Chocolate branco
5 . Bicicletas
6 . Cigarros
7 . Cerveja
8 . Like a g6
9 . City and Colour
10 . Reações químicas
11 . Frases aleatórias
12 . Ouvir no noticiário "convergência atlântico sul"
13 . Receber um abraço apertado
14 . Olhar vitrines
15 . Árvores de natal
16 . Mar
17 . Bibliotecas
18 . Crianças
19 . The Beatles
20 . Chá quente, gelado, com ou sem açúcar
21 . Vegan food
22 . Travesseiros fofos
23 . Shows
24 . Flores
25 . Pássaros
26 . Árvores, árvores, árvores
27 . Calendários
28 . Mapas
29 . Lousas
30 . Metrô
31 . Nuvens
32 . Flautas
33 . Superstições
34. Bob Dylan
35 . Piadas paternas
36 . Piadas maternas
37 . Conselhos maternos ( piadas maternas )
38 . Jaquetas jeans
40 . Granola
41 . Janelas
42 . Insetos coloridos
43 . Rochas
44 . Moby Dick
45 . Professores sorridentes
46 . Cavalos (rs)
47 . Homens bonitos de se admirar
48 . Mate com leite
49 . Sexo
50 . Dormir

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

changes!


Há momentos na vida (ok, "há momentos na vida" pode soar meio mal, mas enfim) em que nossas concepções de comparativos caem por terra. Tudo o que acreditávamos ser simplesmente muda, ou melhor, passamos a nos enxergar do ângulo contrário. É assim que compreendemos a bagagem adquirida, mas, por alguma estranha razão, se perdem diversos porquês. Por que agimos de formas tão contraditórias? Por que não tomamos decisões diferentes? A resposta é simples: porque somos seres humanos. A boa notícia é que se você se questiona, significa que você mudou, que abriu-se para novos horizontes.
Hoje, 02 de dezembro de 2010, não me arrependo de nada que fiz. Lutei por tudo aquilo que quis e, felizmente, conquistei. Acreditei naquilo que me foi designado. Mudei meus conceitos sobre coisas boas e coisas ruins, sobre Deus, sobre livros e autores. Adquiri dúvidas - muitas, por sinal. Continuo acreditando na minha velha teoria de que as pessoas gostam do sofrimento. Questiono a teoria da minha mãe que diz que algumas pessoas não são doidas, elas apenas fingem ser.
Resumindo, é assim que vivo. Formulando teorias, destruindo-as, reformulando-as. Me pergunto até que ponto pode alguém chegar para satisfazer desejos imediatos. Não importa. Sei que as respostas virão, ou talvez outras perguntas substituirão estas. O importante? Sei quem sou. Já cheguei a pensar que ninguém jamais saberia quem sou, ou que apenas alguns saberiam. Hoje entendo que todos sabem. Alguns gostam, outros não. Quanto à mim, estou satisfeita, e este fato é imutável.

"Não faz bem viver sonhando e se esquecer de viver..." Harry Potter e a Pedra Filosofal; 182, 1º p.

terça-feira, 23 de novembro de 2010


1 - Sofremos por alguém. Temos vontade de chorar, sumir, morrer...
2 - Tentamos dia e noite convencer a nós mesmos de que o amor verdadeiro não existe, e "acostumar-se" é mais digno do que entregar-se ao sofrimento.
2 - Pensamos estar fazendo a coisa certa, o que nos leva à diversas situações desagradáveis.
3 - Percebemos que forjar o falso é ainda mais sujo do que sofrer por alguém.
4 - Nos apaixonamos novamente.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Enfim

Enfim é novembro (quase dezembro para ser mais exata). O mês mais esperado desde Agosto. Em alguns momentos pensei que ele poderia estar demorando à chegar, mas agora vejo que não. Novembro veio rápido, sem que eu me desse conta, inclusive, de seu peso. Perdi a conta de quantos trabalhos fiz no último mês, de quantos cigarros fumei, de quantas vezes estive a ponto de chorar - e até cheguei a chorar. Não sei o que acontece de errado comigo nesta época do ano. Chego em alguns lugares e vejo que o suportável tornou-se insuportável e o agradável tornou-se indiferente.
Não tenho pensado em divertir-me. Tudo o que quero, de verdade, é afogar-me neste cansaço, entupir-me de vez deste estresse que têm acabado com as noites e tornado os dias uma luta contra as paranóias.
E agora me pergunto como será lidar com este verão, pois o stress de certa forma é uma válvula de escape para muitas angustias antigas. Não sei mais como lidar. É tudo.

domingo, 3 de outubro de 2010

Indigno-me com o fato de os jovens não perceberem a falta de liberdade de expressão que possuem. Em época de eleições percebe-se claramente que as pessoas não se expressam abertamente, e sempre que se diz algo a impressão que temos é a de que estamos sendo vigiados.
Talvez o excesso de exposição que há cause tal impressão, mas é a forma que os jovens encontraram de integrar-se e creio que de outra forma não o fariam. O grande problema é que os jovens não mais sabem comunicar-se de outras formas a respeito de assuntos que são - ou deveriam ser - de seu real interesse.
Admito que não estou suficientemente informada a respeito de política, portanto me limito à colocações simples e procuro aprender levando em consideração o que tenho absorvido a partir dos que estão ao meu redor, do que leio em meios de comunicação e redes sociais de forma geral, e ao meu ver o que tenho lido é extremamente superficial e muitas vezes sem base técnica alguma.
Muitos jovens têm suas opiniões formadas com aspectos superficiais, o que impossibilita que formulem uma opinião segura e inteligente, resta saber se por preguiça de pensar ou se o meio não lhes dá a chance de pensarem. Resta agora saber se convive-se com este meio por vontade própria ou por força de massa.
Depois da formulação no modo de ser e ver o pensamento e as conclusões já vêm praticamente prontas, basta saber qual se quer adotar, o que atrofia os neurônios e os meios de convivência socialmente corretos e dignos.

no lo se

sábado, 2 de outubro de 2010

Diz-se que o amor é a arte que orienta, e quanto à isso não há dúvidas. Há porém que levar-se em conta a linha tênue que separa a euforia das paixões sonhadoras, a responsabilidade do amor utópico, uma vez que "les utopies apparaissent comme bien plus réalisables" (Nicolas Berdiaeff), e a visão dos horizontes que sempre estiveram em algum lugar, apenas esperando que a nossa visão ainda ingênua os alcansasse.

Deborah Herrera

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Admiro aqueles que anseiam aprender à todo momento e o fazem com êxito. Admiro aqueles que aprendem naturalmente e admiro igualmente aqueles que se esforçam para tanto. Há momentos em que sinto aprender naturalmente e há momentos em que sinto-me fazendo certo esforço, mas talvez todos sejam assim, independente de qual sua maior facilidade e aptidão.
Admiro aqueles que anseiam as longas viagens e não têm medo de aventurar-se, tal qual admiro aqueles que criam raízes como as das grandes árvores, permanecendo toda sua vida em um mesmo local com sua família e sua vida habitual. É o amor que traz o aprendizado. O amor à Terra, o amor ao próximo, o amor à vida ou à si próprio. O amor ensina as leis necessárias às experiências que viremos a ter e nos faz compreender as que já tivemos.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

pé na estrada

"que sensação é essa, quando você está se afastando das pessoas e elas retrocedem na planície até você ver o espectro delas se dissolvendo? - é o vasto mundo nos engolindo, e é o adeus."

on the road, pé na estrada. Página 196, segundo parágrafo.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

Diz-se da vontade de apertar o gatilho, a vontade de chegar no limite, a vontade do excesso, do que ocorre em demasia. É a vontade de extravasar, de chorar, de gargalhar, de desmaiar, acordar e começar tudo novamente. É a vontade de falar o que se pensa sem temer, afinal, de algum modo aquilo faz todo o sentido. É a vontade de alcançar a parte boa do desastre, a vontade de estar novamente no limite. Não me contento com os meios, anseio pelos finais. Gosto da mira, do lançamento, do estouro, do barulho e dos olhares que isto atrai - muito embora não saiba lidar com eles.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Let's all give thanks there i'am a liar

Pois é, sou mentirosa. E digo mais: sou a pior da espécie. Não apenas minto para os outros, como minto também à mim mesma. Minto ter superado coisas que não superei, minto poder escapar de deveres dos quais não tenho saída, minto me afetar com coisas pequenas, uma vez que as mesmas apenas me fazem sorrir, e em uma outra ocasião explico o porquê. Boa noite.
Era tudo o que eu sempre soube, decifrado.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Sozinho é um lugar perdido no tempo. É ele quem possui o direito do ser e do estar em um lugar intocável. Sozinho é o lugar que permite ver e perceber. Entender, desfrutar, analisar, superar. A maioria das pessoas sempre estará neste lugar. Mas veja bem, minha cara, não sou o dono da verdade. Confio que com sua graça e leveza saias deste lugar perdido e encontre conforto no lado de lá.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Cheguei à conclusão de que se eu deixasse para trás todas as minhas neuroses eu provavelmente não me sentiria bem. São elas que, no fundo, no fundo, fazem com que eu me preocupe comigo comigo quando é preciso, e aprenda a ver quem está em volta quando eu esqueço de fazê-lo.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

inomeável.

Sempre me perguntei qual a melhor maneira de sabermos se o amor realmente acabou. Um dia, em uma conversa boba com alguns amigos, um deles disse algo que nunca me esquecí: "O amor é simplesmente admiração com uma pitada de desejo". Guardei aquilo na memória, nem sei porque. Hoje isso se faz total e absurdamente coerente em minha vida. A falta de amor é resultado de um imenso desdém. Não é o desdém verdadeiro. É uma atitude de desdém proveniente de um sentimento contrário à admiração, um sentimento inomeável. Não é decepção. Já cheguei a pensar que fosse. O problema é que a decepção, assumamos ou não, está relacionada profundamente ao nosso ego e ao nosso orgulho. Aquilo que nos decepciona em alguém é aquilo que nos atingiu de alguma forma. Mas não. Não desta vez.
Não é algo que me atinja. Na verdade, é algo que toda vez que sinto ou percebo se afasta mais e mais de mim. Se afasta da minha percepção, do meu "sentir amor", e isso de alguma forma me chateia. Aí se transforma em decepção. Mas não é disso que estou falando. Tem algo a ver com percepção e, sobretudo, com o despertar para o que se pensava conhecer tão bem anteriormente e só agora vê a real face. Sabem qual a melhor parte neste sentimento? É que ele não te faz mudar sua antiga opinião sobre quem ou o quê tu amavas. Ele apenas te faz perceber o quão tola a mesma era.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Tenho descoberto uma nova vida. É como acordar de um sono muito profundo sem ter certeza se está ou não sonhando. Aliás, ainda sonho. Quem me vê de fora não entende, ou talvez entenda, caso se esforce. Não sou pretensiosa. Não penso que alguém esteja interessado neste esforço. Me vejo como uma garota estabanada e falante, que extravasa sua percepção - muitas vezes até mesmo de forma errada.
Nunca cheguei a me envergonhar de ser quem sou. O que por outro lado sempre me ocorre é o conflito que implica na imagem que tenho a meu respeito. Sinto raiva de ser tão ingênua quando preciso ser esperta, e de ser tão dura quando preciso ser flexível. Sinto medo de tentar e me decepcionar. Sinto medo do medo de tentar. Não entendo. Me desespero.
Às vezes tenho a impressão de que meus relacionamentos são todos ao contrário: começam parecendo que conheço as pessoas há anos, e terminam como se eu não as conhecesse. Ou talvez o fato de conhece-las tão bem faz com que eu prefira fingir que não as conheça.

domingo, 18 de julho de 2010

Posso parecer alheia ao que acontece ao meu redor, mas de algum modo me sinto cada vez mais conectada. Capto cada informação em milhares de pedaços, que processo de diferentes maneiras.

sábado, 10 de julho de 2010

Palavras.

Todos os dias, mesmo sem perceber, dizemos diversas coisas que podem magoar pessoas. Muitas vezes não são palavras. Podem ser intenções ou mensagens escondidas entre gestos e ações. Sempre partilhei da opinião de que devemos procurar aprender com tudo o que acontece ao nosso redor, mas, parando para pensar, cheguei à conclusão de que muitas vezes o que fazemos é justamente o oposto disso.
Digo porque nos últimos dias ouví muitas coisas que não queria ouvir vindas de alguém que, em especial, não poderia ter me dito aquelas coisas. Cada palavra me chateou profundamente. Não tive nenhuma reação concreta a este respeito. Passado o baque de ouvir tudo aquilo, o que fiz foi fingir que nada aconteceu (e talvez este seja um dos problemas). A questão é: involuntariamente vingo meus sentimentos descontando toda a minha frustração em pessoas que não têm nada a ver com isso, o que é errado e pode afastar de mim aqueles com os quais ainda posso conversar quando ouço coisas absurdas vindas de uma pessoa na qual depositei todas as minhas expectativas e a quem nunca tratei mal, muito pelo contrário. Entendem agora a falta de lógica?

Ainda bem que a cada dia que passa eu espero menos de você.

domingo, 27 de junho de 2010

Quanto mais o tempo passa, mais sinto o seu peso sobre mim. Ainda que eu insista em negá-lo, ele sempre me cobra. Quando ele me dá seus recados, cheios de mensagens que durante muito tempo insisti em mascarar, sinto-me culpada.
O tempo que perdemos tentando nos convencer de que temos tempo o suficiente para seguir em frente com nossos sonhos e sem nos preocupar é o tempo que estaríamos fazendo o possível e o impossível para alcançá-los. Não raro pergunto à mim mesma o porque guardo comigo tantas mágoas à respeito de tantas coisas. Talvez por haver motivos, talvez por saber que enganei a mim mesma.
Escrever, para mim, é como desenrolar um enorme fio cheio de nós, e, a cada nó que desembaraço, descubro algo totalmente novo e inesperado embora nos últimos tempos eu tenha chego à seguinte conclusão: todas as "verdades" e conselhos que escutamos são coisas que, no fundo, já sabíamos e negamos à nós mesmos.
Enfim. Com toda essa conversa, o que quero dizer, é que, passo a passo, tentando construir o futuro não devemos nos enganar, e jamais, jamais deixar de ouvir a nós mesmos antes de qualquer outra pessoa. Nossa opinião sobre nós mesmos é a mais importante. Desde que nos respeite, é claro.


domingo, 6 de junho de 2010

Guardar as pedras nas quais se tropeçou anteriormente em ato de experiência pode tornar sua bagagem pesada demais para que possa ser carregada. Me resta acreditar que tantas pedras se desfazem à medida que honramos o peso das mesmas, e que cada dia é mais do que apenas uma chance de se acostumar com o peso que se carrega.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Capítulo 1

Poderia ser o texto mais alegre e apaixonado, assim como poderia ser o mais nostálgico. Ao mesmo tempo que é tudo muito novo, é tudo muito conhecido. Não sei ainda se devo me importar com tantas trapalhadas ou apenas achar graça.
Tento traçar pontos que liguem aspectos imáginários, aqueles vindos da parte mais indecifrável do meu ser àqueles concretos, pelos quais esperei muito ou não esperei jamais. Por enquanto me rendo como quem, aos poucos, se vê chorando com um filme que já assistiu milhares de vezes, e pensou que já não lhe provocaria emoção alguma.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Palpável.

Acho que já mencionei aqui o quanto os pesadelos me levam pra parte mais distante e mais sombria da minha imaginação ou do meu inconsciente. Acho que eu já mencionei aqui uma boa parte das coisas que me deixam agoniada. Pois é. Acho que apenas não mencionei o quanto me deixam confusa as coisas que não são palpáveis. E o pior, o que jamais nos damos conta é que, apenas aquilo que vem de nós é palpável. Desejo do fundo do meu ser poder mudar de opinião um dia, afinal, e dizer que estive errada. Mas enquanto não vêm a vida e me mostra o contrário, é assim que eu sigo. Tentando desenrolar este emaranhado de sensações contrárias e violentas que avançam sobre mim.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Estrago.


Um dia desses me peguei reclamando das coisas ruins que, supostamente, a vida me trouxe. Ainda bem que me considero uma pessoa capaz de ponderar, e depois de pensar um pouco percebi que não passo de vítima das minhas próprias armadilhas. Queria poder afirmar com certeza que nunca mais voltarei pra casa magoada com algo que alguém tenha medito ou tenha deixado de dizer. Queria afirmar que nunca mais ficaria em dúvida quanto ao fato de as pessoas deixarem de dizer algo por orgulho ou falta de vontade simplesmente. Queria poder afirmar com certeza que o passado não influencia mais no que eu deixo de fazer. O mais frustrante é perceber que de uns tempos pra cá me tornei alguém que eu nunca fui. Agora eu guardo mágoas. Agora eu carrego algo quase que impossível de ser decepado. Talvez eu simplesmente não queira, goste do estrago. Só o tempo dirá.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

"E quanto a gente paga Pelos sonhos que deixou?"
"Não importa de quem for, um sorriso só traz alegria!"
"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é."


domingo, 11 de abril de 2010

L'automne est arrivé!

É outono outra vez. Não vai ser como o outro. Vai ser só meu. Vou poder ficar lendo meus livros embaixo das minhas cobertas. Vai ser diferente. Não sei explicar. Vai ser melhor, sinto isso :)



les automnes sont toujours inoubliables

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Handford

"Ele perguntou como havia sido sua ida para casa e ela respondeu, como sempre, com o olhar vago, perdido. Utilizou-se de todas as vírgulas que haviam dentro do seu ser para adiar mais e mais uma suposta conclusão, ou uma verdade. [...] Ninguém sabe, ninguém quer saber. Eu leio no fundo dos olhos da menina. Eu acompanho a menina do lado de fora, onde quer que ela vá. Sei que há momentos em que ela simplesmente se vê no limite. Sei que há momentos em que ela pensa carregar o maior fardo do mundo. Mas sei também que dura pouco esta sensação, pois logo ela percebe que muito lhe aguarda. [...] A menina continuou falando e falando. Algumas vezes ria, outras falava pausadamente. Eram aquelas risadinhas um tanto nervosas. Enfim. Ele desistiu de questiona-la. Mas o melhor de tudo, eu lhes digo: ele cansou de tantas perguntas, e ela também. Infelizmente não é nesta ocasião que virei a dizer-lhes que ela se livrou do fardo, mas posso dizer sim que ela aprendeu a conviver com ele. Continuo observando. Ela continua com o olhar vago. A diferença é que a direção mudou [...]"

domingo, 28 de março de 2010

Aujourd'hui non.

Postei a frase "Uma hora eu sabia que retornaria à minha normalidade: fria e racional. É tão bom conhecer a si mesmo e saber que os outros são todos iguais." no meu twitter, e recebí 5 mentions perguntando do que se tratava ou de quem se tratava. Nessa tal mudança talvez a melhor coisa tenha sido perceber que nem tudo deve se tratar de alguém além de nós mesmos. Dizem constantemente que não se deve olhar pra trás, mas na minha opinião nós realmente devemos. Pra trás antes das lembranças nostálgicas. Devemos olhar pro lugar do passado onde fomos pessoas que talvez se voltassemos a ser, seríamos mais felizes. Estou feliz. Estou feliz por saber que hoje, ontem e todos os dias aproveito as oportunidades. Todas. Todas as oportunidades de ir adiante, sem deixar de resgatar o que um dia achei importante. Não mais julgo o retorno ao que foi válido.
Talvez eu tenha pego pesado no "fria e racional", mas é o que fui com muitas pessoas muitas vezes. Sinceramente? Não me arrependo. Isto é o máximo que muitas pessoas merecem. A minha segurança sempre veio em primeiro lugar. Foi por causa da minha própria segurança que errei e acertei tantas vezes. O importante é ter a consciência de que tudo o que fazemos é construído segundo a segundo.
Não me arrependo de não ter sido orgulhosa por diversas vezes. Não tenho o que esconder e jogos não me atraem, definitivamente. Cada um que faça o que seu egoísmo propor e arque com as próprias consciências, pois a minha está tranqüila, sabendo que estas virão. É o que tenho conversado diariamente com uma freundpresse que está sempre comigo: é melhor estar diluída numa situação errônea do que por trás dela.
A cada dia, apesar do meu mau-humor incontestável respiro aliviada: sou eu e mais ninguém. Decido por mim. E neste momento decido por escolher o que é e sempre foi o melhor caminho: não copiar atitudes que condeno. Honrar o fato de compreender e ser melhor que tudo isso. Não me colocar à nível à certas podridões. Sou eu, ainda que tenha demorado à perceber tal fato.

quarta-feira, 24 de março de 2010

"(...)É coisa singular, minha prima! O amor que é insaciável
e exigente e não se satisfaz com tudo quanto uma mulher pode
dar, que deseja o impossível, às vezes contenta-se com um simples
gozo d'alma, com uma dessas emoções delicadas, com um
desses nadas, dos quais o coração faz um mundo novo e desconhecido.(...)"

José de Alencar, 5 minutos. Capítulo IV


domingo, 21 de março de 2010

Sometimes

Às vezes me sinto ridícula por irritar-me tão facilmente. Tento acostumar-me à mesmice, mas confesso que não é fácil.
Às vezes sinto-me ridícula por tentar convencer à mim mesma de que coisas são certas, pessoas agradáveis e o pior: que tenho que mudar em vários aspectos, quando na verdade não preciso.
Às vezes sinto-me ridícula por não ter uma idéia certa em relação à vários aspectos, quando na realidade isto se faz cada vez mais necessário. Nossa alma dos dá motivos e caminhos, mas nunca razões, e isto de fato não me agrada.
Às vezes sinto-me ridícula por não ter sido capaz de fazer com que o momento mais maravilhoso da minha vida se repetisse.

O problema é que nunca se sabe se ele foi ou não foi real...

domingo, 14 de março de 2010

Olho para os lados e vejo o espaço ao meu redor. No fundo sei que ele já esteve completo. Antes, sempre me
sentia como se estivesse sentada numa daquelas poltronas de couro, como se o almoço sempre estivesse
pronto para ser servido, como se o sol sempre estivesse quente lá fora.
Já me sentí em casa tantas vezes que guardo comigo vaga recordação. Não sei ao certo o que aconteceu, quanto tempo
passou ou quantas coisas erradas eu fiz. Tudo o que eu sei é que perdí algo. Não gosto de culpar
as pessoas por se distanciarem, mas já me peguei perguntando em voz alta, como se fosse ainda criança,
por que elas haviam ido para longe de mim. Por que elas fingem querer ficar?
Se vão, quero que vão de uma vez. Quero que parem de ser falsas comigo para amenizar suas culpas. Quero voltar ao momento em
que estive em casa e sentir o tédio que o normal trás.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Ainda que eu saiba de mim, jamais o saberei ao certo. É tão fato que jamais nos conheceremos, quanto é fato que isto é um tanto desagradável.

Canção

Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar.

Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre dos meus dedos
cobre as areias desertas.

O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho dentro de um navio...

Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.

Depois, tudo estará perfeito:
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.

Cecília Meireles

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Saudad

Ela foi durante algum tempo a minha melhor amiga. Me fazia rir por horas, me sentir bem. Por ela eu iria onde quer que fosse, não importando a distância. Ela entendia todos os meus problemas e, em alguns momentos, fazia com que eu os esquece-se. Ela me fazia chorar de saudade e brigar com todos os meus outros amigos por causa do peso de sua presença. Era só na companhia dela que eu pensava. Ela me trazia a inspiração. Era pensando na nossa relação que eu não conseguia me concentrar nas aulas, nas conversas, nas pessoas que estavam ao meu redor. De queda em queda, de decepção em decepção. De gota em gota de sangue, de amigo em amigo que perdí. Foi assim que percebi o quanto ela era falsa, fingida. Cruel.
Por mais que digam que não, sua popularidade fascina e, por mais que você a conheça de perto, metade da sua opinião sobre ela é a opinião da maioria. A minha sorte foi ter percebido que eu não precisava dela. Enquanto tentavam me convencer disto, isto ia se tornando realidade.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Encarando o passado.

Estou com sono e não tão inspirada como costumo estar à ponto de escrever. Enfim. Tenho medo de começar a escrever. Não sei onde posso e nem mesmo onde quero chegar. No momento estou fazendo o que se chama de "restituir a vida que se levava". Voltei a sair com os meus amigos, voltei a beber tudo o que posso e retomei um antigo hábito: falar com desconhecidos amigavelmente (depois da segunda dose, obviamente). Falsos valores foram ao chão em menos tempo do que eu imaginei, confesso. Além de mim mesma não tenho mais à quem respeitar. Não tenho medo de me expor. Ok, o último item é falso.
Tenho me sentido um pouco frustrada ultimamente. Sabem aquela frase que sempre ouvimos das pessoas mais velhas? "Nadar pra morrer na praia"? Pois é, é assim que eu me sinto. Fiz mil planos nos últimos meses. Alguns deles inviáveis, inclusive. Eis a questão. Empenhei-me obstinadamente em me enxergar dentro de um sonho que não era meu. E quando passei a me enxergar, arrancaram-o de mim. Não culpo ninguém. Talvez eu esteja certa em não culpar, talvez eu seja apenas covarde.
Não vejo mal em viver a minha vida, desde que eu a viva por vontade própria, e não para fugir de mim mesma. Cada vez que dou um passo para trás dói. Vejo cenas que não gostaria de ver, ouço palavras que não gostaria de ouvir e sinto coisas que já não existem mais. Mas é assim que vou pra frente. É assim que me sinto menos covarde. É assim que convivo melhor comigo mesma. Encarando o passado.
Certas coisas me fizeram mal, não há como negar. Mas quando passa por mim qualquer coisa que esteja envolvida, como uma música ou um perfume, sinto uma sensação inexplicável. É como saudade, amor e ao mesmo tempo nojo e tristeza. É uma sensação arriscada e até vulgar, porém vulgaridades podem ser deleitosas, já diria Machado de Assis.
Virei a página. Não quero mais este deleite e nem quero dar passos retrógrados. Não quero fugir de mim mesma e nem de ninguém, ou melhor, não desejo necessita-lo. Neste momento tudo o que desejo é dormir. Sinto minhas mãos pesadas. Sinto meus olhos caindo.


Esse brilho intenso me lembra você...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

"Olhou pela janela do trem e viu os prédios. Eram centenas, milhares deles. Mas o que realmente lhe chamou a atenção foi o céu que havia além de tudo aquilo. Era um cair de tarde, um claro discreto que disfarçava o escuro que estava por vir. O caminho ainda seria longo e ela estava cansada. Mesmo assim decidiu descer na estação mais próxima. Saiu correndo quase como se estivesse sendo sufocada. Colocou as mãos na cabeça, puxou o cabelo para trás. De repente um vento lhe tocou o rosto delicadamente, o que a fez lembrar de algo que se passara há muito tempo atrás, nem ela sabia quando. Respirou fundo, conteve as lágrimas. Era hora de voltar pra casa."

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Querido Diário

Querido diário, há algum tempo (ou mais talvez) venho percebendo o quão difícil pode ser a vida. Você conhece a minha despretensiosidade, logo sabe que não me sinto o último dos seres sobre a Terra. Gostaria apenas de viver minhas dores como me fosse possível, sem interferências. Quero deixar de lado essa minha mania de precisar da opinião alheia. Venho percebendo que nem sempre elas são completamente livres de segundas intenções.
Querido diário, hoje acordei repleta de um sentimento novo. Do sentimento que provém do sonho, da intuição. Embora não me livre do sofrimento, tudo isso faz com que as coisas tornem-se ainda mais reais. Sonhos são reais e apenas através deles somos capazes de perceber a intensidade de um sentimento, seja o sonho que se sonha acordado ou não.
Querido diário, não sei o que fazer para me livrar das dúvidas que me atormentam. Por onde quer que eu passe deixarei uma parte de mim. Não sei se vou ou se fico. Sei quem sou, apenas. E o que é pior: não são apenas partes de mim espalhadas por todos os cantos... são também lembranças que me perseguem, além de retratos espalhados por cada canto de uma parede que não existe.
Gostaria de ir em paz.
O amor é o ridículo da vida. É o que nos faz fechar os olhos para tudo o que se passa ao nosso redor, e nos embebedar de um produto que possui prazo de validade. É o amor que nos faz passar a mão na cabeça de alguém a quem devemos, na verdade, alertar.
Isso tudo não nos trás diploma, certificado ou garantia. Muito pelo contrário. Faz com que a queda seja ainda maior. Lições? Obviamente muitas - inúmeras, incontáveis. Mas, sinceramente, nenhuma que se aplique à prática. Nada do que aprendí me garante que não sairei machucada ou que saberei lidar da melhor maneira numa próxima ocasião.
Tudo o que sei é que as pessoas nos enganam, querendo ou não. Talvez enganem a sí próprias. Talvez procurem algo que não encontrarão jamais. E quem sai machucado nisso? Você. Não confie, não acredite. Seja independente. Não dependa de ninguém para nada. Não coloque o outro em nenhuma situação que o faça depender da sua ajuda, para não ter de cobrá-lo depois. Não deixe de lado os seus valores. Siga a sua intuição. Siga seu caminho e tudo e todos que houverem de bom. É só o que eu posso dizer.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

"Você pode ter um valor incalculável e ser uma mulher fantástica! Pode falar quatro línguas, ser bonita, simpática, engraçada, inteligente e ser um exemplo de bondade e atitude. Mas seus valores não contam para ninguém além de você! Não acumule riquezas e não se transforme por outras pessoas, pois as mesmas não reconheceram o teu valor! Não importa o teu esforço. Seja maravilhoso sabendo que é e nunca vai deixar de ser, independente do que o outro fale."

autor desconhecido