Ela foi durante algum tempo a minha melhor amiga. Me fazia rir por horas, me sentir bem. Por ela eu iria onde quer que fosse, não importando a distância. Ela entendia todos os meus problemas e, em alguns momentos, fazia com que eu os esquece-se. Ela me fazia chorar de saudade e brigar com todos os meus outros amigos por causa do peso de sua presença. Era só na companhia dela que eu pensava. Ela me trazia a inspiração. Era pensando na nossa relação que eu não conseguia me concentrar nas aulas, nas conversas, nas pessoas que estavam ao meu redor. De queda em queda, de decepção em decepção. De gota em gota de sangue, de amigo em amigo que perdí. Foi assim que percebi o quanto ela era falsa, fingida. Cruel.
Por mais que digam que não, sua popularidade fascina e, por mais que você a conheça de perto, metade da sua opinião sobre ela é a opinião da maioria. A minha sorte foi ter percebido que eu não precisava dela. Enquanto tentavam me convencer disto, isto ia se tornando realidade.
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