Quanto tempo demora para que você, ao invés de falar do fim de um romance "verdadeiro", passe a falar dos encontros e desencontros de mil romances - que nem chegam a ser, de fato, um romance - falsos? Será que esse tempo realmente existe? Será que este tempo é um tempo de mudança mental ou mudança sentimental? Uma espécie de tempo para que as feridas se curem? Difícil dizer.
Não discrimino as loucuras dos bares, e nem a submissão dos amores. Fato é que as pessoas submissas aos amores sentem medo. Sentem medo de que, talvez o que as pessoas digam nos bares seja realmente verdade. Dói dizer, mas é a realidade. Não digo que as pessoas que levam suas vidas sozinhas não tenham medo, pelo contrário. Mil tipos de medo as perseguem, desde o medo de amar e não serem amadas, até o medo de não retornarem uma ligação no dia seguinte (pois sabem que o amigo do amigo que conheceram no bar ontem talvez não retorne), passando pelo medo de engatar um namoro com aquele cara com quem a amiga já namorou uma semana. Mas enfim, voltando ao assunto. Pessoas assim, não sei por qual motivo, tendem a desafiar os relacionamentos. Criam mil suposições sobre "qual será o tipo de mulher que os homens escolhem pra casar", ou "qual o tipo de mulher que os homens escolhem para trair as mulheres com quem se casaram".
Talvez eu seja boba ou inocente. Eu - por enquanto - acredito em casais que se dão bem, em homens que gostam de transar com a mesma mulher e vice-versa, em romantismo (por que não?) e em pessoas que vivem suas vidas como parceiros em todos os sentidos da palavra. Sempre haverão as excessões, homens que traem, e mulheres também, casais que continuam juntos por algum motivo que não o amor e assim por diante.
O ser humano é um bicho complicado. Vivem em busca de algo que não sabe o que é, e a única certeza que têm é que essa tal coisa é a única capaz de lhes preencher o eterno vazio que possuem dentro de si. Alguns seguem preenchendo o tal vazio com cocaína, outros com alcool, outros com fast food, outros com grifes, outros com carros e assim por diante. Nessa loucura acabam esquecendo do principal: o amor. Seja o amor pelos outros, por alguém ou o mais importante: por sí mesmos. Penso que as pessoas deveriam usufruir de todos os itens que citei de acordo com sua vontade, mas sempre como itens secundários, que apenas lhes distraissem a mente e o corpo, para que gastassem suas energias com o único item com o qual realmente deveriam se importar: o amor.
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