
Há momentos na vida (ok, "há momentos na vida" pode soar meio mal, mas enfim) em que nossas concepções de comparativos caem por terra. Tudo o que acreditávamos ser simplesmente muda, ou melhor, passamos a nos enxergar do ângulo contrário. É assim que compreendemos a bagagem adquirida, mas, por alguma estranha razão, se perdem diversos porquês. Por que agimos de formas tão contraditórias? Por que não tomamos decisões diferentes? A resposta é simples: porque somos seres humanos. A boa notícia é que se você se questiona, significa que você mudou, que abriu-se para novos horizontes.
Hoje, 02 de dezembro de 2010, não me arrependo de nada que fiz. Lutei por tudo aquilo que quis e, felizmente, conquistei. Acreditei naquilo que me foi designado. Mudei meus conceitos sobre coisas boas e coisas ruins, sobre Deus, sobre livros e autores. Adquiri dúvidas - muitas, por sinal. Continuo acreditando na minha velha teoria de que as pessoas gostam do sofrimento. Questiono a teoria da minha mãe que diz que algumas pessoas não são doidas, elas apenas fingem ser.
Resumindo, é assim que vivo. Formulando teorias, destruindo-as, reformulando-as. Me pergunto até que ponto pode alguém chegar para satisfazer desejos imediatos. Não importa. Sei que as respostas virão, ou talvez outras perguntas substituirão estas. O importante? Sei quem sou. Já cheguei a pensar que ninguém jamais saberia quem sou, ou que apenas alguns saberiam. Hoje entendo que todos sabem. Alguns gostam, outros não. Quanto à mim, estou satisfeita, e este fato é imutável.
"Não faz bem viver sonhando e se esquecer de viver..." Harry Potter e a Pedra Filosofal; 182, 1º p.
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