Quem nunca sentiu saudade de um beijo de boa noite, de um abraço ou da maneira como em algum momento se sentiu?
Quem nunca quis viajar horas simplesmente por uma paisagem, por um cheiro ou por uma palavra de conforto?
Quem nunca sentiu-se ridículo ao assistir um filme romântico e identificar-se?
Quem nunca pediu perdão quando, na realidade, deveria perdoar alguém?
Quem nunca trocou um nome, esqueceu um dever ou se atrasou para o trabalho?
Quem nunca tentou amar - alguém mesmo sabendo que isto é impossível, tentou odiar alguém, tentou suportar alguém?
Quem nunca passou horas rindo para depois perceber que na verdade estava triste?
Quem nunca quis acordar com uma vida em branco para começar do zero, mesmo sabendo o quão triste isto seria?
Quem nunca se viu paquerando aquele chefe feio, só porque ela era o chefe?
Quem nunca leu o pior best seller, marcou a pior alternativa em uma prova ou falou a maior besteira na mesa do bar?
Quem nunca se deixou ser visto com o cabelo desarrumado, a maquiagem borrada, a cueca furada?
Quem nunca se questionou sobre vida e morte, tentou aprender a tocar violão, falou algum palavrão?
Quem nunca sentiu-se meio estranho por todos estes motivos, e mais ainda por saber o quão clichê eles são?
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