Eu disse que não queria, sabia o que sucedia e que tudo iria acabar
Ele disse que se sentia mal por uma coisa tão banal vir a me incomodar
Eu então acendi um cigarro, bati a porta do carro e comecei a chorar
Ele me olhou com desconfiança, me chamou "eterna criança", disse pra eu me emendar
Eu estava toda maquiada, olhando pro nada, não queria confessar
Ele me conhecia tanto, qualificava meu pranto só pra me irritar
E eu já andava apressada, tropeçando na calçada e querendo me safar
Ele disse "já vai tarde, com esse jeito covarde insiste dizer me amar"
Eu olhei pra trás um instante, mas nem mil auto falantes poderiam me parar
Ele lançou um olhar prepotente, e no meio de tanta gente pareceu me envergonhar
Compreendi que tudo mudara, a conta estava cara e eu teria de me mudar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário